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Currículo cego e diversidade nas organizações: o que você sabe sobre isso?

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Desde 2006, na França, empresas com mais de 50 funcionários utilizam o método currículo cego em seus processos de recrutamento de pessoas. Mas, afinal, o que é currículo cego? “O currículo cego faz parte de um processo maior de seleção que prioriza as competências. Neste tipo de currículo, informações como nome, endereço, e-mail, idade, sexo, instituição de ensino e empresas onde trabalhou são ocultadas. O principal objetivo é evitar o viés inconsciente de só contratar um tipo de candidato”, explica Sandra Poltronieri, gerente de Gestão de Pessoas da Artplan.
Este modelo de seleção vem ganhando cada vez mais espaço dentro das organizações. Teve início no âmbito de organizações públicas e visa processos seletivos mais justos e inclusivos, porém, só funciona para fases antes da entrevista presencial. Com isso, aumenta-se o nível de oportunidade e diversidade nas organizações, diminuindo a discriminação no ambiente de trabalho. “Alguns estudos demonstram que organizações com equipes mais plurais e diversas geram resultados melhores e mais sustentáveis”, acrescenta Sandra.
Para Flávia Cortinovis, sócia-educadora na Consolidar Diversidade nos Negócios, as companhias já perceberam que transformar o tema Diversidade e Inclusão em estratégia, geram resultados significativos. Logo, a prática do currículo cego vem crescendo no Brasil. Flávia não só defende a modalidade, como acredita que ela contribui para a diversidade no ambiente de trabalho. “Estamos em um mercado altamente competitivo e globalizado. Como ser criativo e inovador, se a equipe de desenvolvimento de novos produtos tem todos o mesmo perfil? Como entender as necessidades específicas de clientes com deficiência, mulher ou negro, se toda a força de trabalho é composta por homens brancos? Portanto, investir em diversidade e inclusão é mais que uma solução. É um tema de desenvolvimento sustentável e ético, acima de tudo”, esclarece.
Segundo pesquisa realizada pelo Hay Group, com 170 empresas, no Brasil, quanto maior a diversidade nas equipes, mais as pessoas se sentem encorajadas a expor suas opiniões. Cerca de 76% dos funcionários de empresas, que se preocupam com a diversidade, reconhecem que têm espaço para apresentar suas ideias e inovar no trabalho. Em organizações, onde a diversidade já faz parte da cultura da empresa, esse número cai para 55%. Já os conflitos internos são reduzidos em 50% e a receita líquida é 4,5 vezes maior.
Na imagem abaixo, após um estudo realizado pelo Korn Ferry Institute, constatou-se que o impacto no desempenho da equipe em que a diversidade está presente, supera ao do grupo homogêneo em razão do conflito, que resulta quando diferentes perspectivas, experiências, origens, pensamentos e estilos de comunicação são mesclados.

                                                                              imagem

                                                            Impacto da diversidade no desempenho da equipe

Empresas como Johnson & Johnson, Mastercard, KPMG, Accenture e Basf estão entre as 50 empresas que investem na Diversidade e Inclusão. Neste link, você encontra Top 50 empresas de diversidade, além das principais organizações para diversidade de fornecedores, melhores companhias para pessoas com deficiência e para funcionários LGBT.
Cientes desse cenário, diversidade e inclusão deixaram de ser diferencial. É mandatório para as empresas que buscam não só se destacar no mercado, como também continuar sendo relevantes. Um dos segredos para alcançar o sucesso, é um time formado por profissionais de variadas competências e habilidades, ou seja, quanto maior a diversidade, mais inovação e diferenciação dos produtos. Afinal, cada indivíduo possuiu uma percepção e um tipo de formação, fatores fundamentais para uma organização de valor.